Lu Araújo admite fazer o MIMO fora de Amarante

Lu Araujo admite fazer o Mimo noutra cidade (foto de Hugo Sousa)

ACâmara de Amarante e Lu Araújo estão de “candeias às avessas”, por divergências quanto ao assumir de despesas efetuadas pela produtora brasileira, até ao mês de março, na preparação da edição 2020 do Festival MIMO.

O Município, recorde-se, suspendeu, no inicio de abril, por causa da pandemia do Covid-19, a edição deste ano daquele festival, cancelando também o processo de adjudicação que estava em curso e que já havia sido publicado na acin-GOV (plataforma eletrónica de compras públicas).

Em causa, segundo uma fonte próxima de Lu Araújo, estará uma verba da ordem dos 200 mil euros, que corresponderão a 50 por cento do montante entretanto já investido na contratação de artistas e produtoras, imagem e (nova) identidade visual para o festival, designadamente, sendo que, para além disso, o MIMO Amarante tem alocadas, em permanência e a tempo inteiro, 15 pessoas, que tratam de toda a logística.

Ao que foi dito a AMARANTE MAGAZINE (AM), desde o início da segunda semana de março que Lu Araújo não tem conseguido chegar à fala com nenhum responsável do Município, e daí a causação de “falta de diálogo”. A produtora diz não compreender a atitude dos responsáveis autárquicos, tanto mais que, antes, ela própria havia sido acompanhada por elementos da Câmara em reuniões com (eventuais) apoiantes institucionais, como é o caso da Entidade de Turismo do Porto e Norte.

Lu Araújo, que estava a trabalhar nas edições 2020 e 2021 (a Câmara havia garantido, no encerramento da edição de 2018, “a realização do MIMO Amarante até, pelo menos, 2021”), mostra-se perplexa pela “falta de diálogo” e acusa o Município de “fuga às suas responsabilidades” e de não querer recorrer à legislação aprovada no âmbito da pandemia para situações idênticas. 

Será o caso da Lei 19/2020, que altera o Dec-Lei 10-I/2020, e que, no âmbito do Código dos Contratos Públicos, autoriza o pagamento, por entidades públicas, de 50 por cento do preço contratual, quer em situações de cancelamento ou reagendamento de eventos culturais, o que se aplicará ao MIMO Amarante deste ano (que não se realizou). 

Sem conseguir chegar à fala com os responsáveis do Município, Lu Araújo interpôs uma ação em tribunal contra a Câmara de Amarante, para ser reembolsada de dinheiro já investido na preparação do MIMO 2020.

Lú Araújo admite fazer o MIMO noutra cidade

Desgostosa com o “silêncio e a falta de diálogo” do Município de Amarante, Lu Araújo admite – ao que foi dito a AM -, se o conflito se mantiver, levar o MIMO para outra cidade, uma vez que é sua intenção manter o festival em Portugal. 

Se se tivesse realizado, a edição 2020 do MIMO Amarante teria tido lugar de 26 a 28 de julho. Estas datas, por cautela, nunca foram anunciadas ou tornadas públicas, segundo fonte próxima de Lu Araújo, “devido ao contínuo protelamento, por parte da Câmara de Amarante, em relação à assinatura do Contrato” com aquela produtora.

NOTA: AMARANTE MAGAZINE contactou a Assessoria de Imprensa do Município no sentido de obter a posição da autarquia sobre este “diferendo”. Fomos informados de que deveríamos fazer o pedido por escrito, o qual enviamos, por email, ao início da tarde de sexta-feira (dia 14 de agosto). Cerca das 21:00 daquele dia, fizemos novo contacto, questionando sobre a resposta ao nosso pedido, tendo sido informados que a Câmara iria fazer um comunicado sobre o assunto no dia seguinte, sábado, 15.

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