Começaram as obras na Igreja de S. Gonçalo

O arranque do soalho deu início às obras de restauro da Igreja de S. Gonçalo

Nos primeiros meses de 2022, a Igreja do Convento de S. Gonçalo abrirá portas completamente restaurada: com todo o seu património cultural e artístico recuperado, com mais segurança e conforto. Templo âncora para o turismo religioso no norte do país, deverá passar a receber 120 mil visitantes por ano.

Conforme previsto no caderno de encargos, estão em curso as obras de restauro da Igreja do Convento de S. Gonçalo, de acordo com projeto elaborado pela empresa Lantana, e que vão prolongar-se até janeiro de 2022.

Monumento Nacional desde 1910 e com cerca de 500 anos, a Igreja foi sofrendo, ao longo dos tempos, algumas obras de manutenção, sobretudo ao nível do telhado, mas nunca com a profundidade que a intervenção agora iniciada promete e que, quando concluída, lhe dará uma imagem completamente diferente.

De acordo com o que prevê o projeto, serão resolvidas, designadamente, “as infiltrações de humidade pelo telhado, aquela que se propaga por capilaridade e a humidade ascendente, proveniente do solo; intervir-se-á aos nível das janelas, com a selagem de todas as portadas, o que significa que quando estiverem fechadas impedirão com eficácia a entrada de aragens e criar-se-á uma caixa de ar no soalho, permitindo a sua ventilação, do que resultará maior comodidade e conforto para quem frequenta a igreja”.

Por outro lado, “será restaurado todo o recheio artístico: o altar-mor, capelas laterais, capela de S. Gonçalo e o teto. Vai ainda fazer-se a valorização do espaço litúrgico, que compreende a colocação de novos elementos: o altar, o ambão e a cadeira”.

Inovação tecnológica nas visitas ao templo

A porta principal para a entrada na Igreja de S. Gonçalo passará a ser aquela que agora é conhecida como “a porta do fundo” (e não a que dá para a Praça da República), sendo criada uma portaria com um novo espaço de acolhimento, que disponibilizará produtos como publicações e recordações. Esse espaço será dotado de recursos multimédia com conteúdos interpretativos do templo, sendo dada ao visitante a possibilidade de descarregar para o seu smartphone uma aplicação (app) que o guiará no(s) seu(s) percurso(s) no interior da igreja, que deverão ser quatro, de acordo com o pároco José Manuel.

Existirá, assim, uma visita sobre a evolução arquitectónica da Igreja, “desde o lançamento da primeira pedra até à última a ser colocada”; uma visita à vertente cultural e artística; uma outra, denominada de visita devocional, de contacto com os santos e, finalmente, a que terá como referência S. Gonçalo, que passará a ter na Igreja duas capelas: para além da que alberga o seu túmulo, existira uma segunda, dedicada ao “Santo da Corda”.

A conceção destas visitas reflete a importância da Igreja de S. Gonçalo no norte do país no âmbito do turismo religioso. Visitada até final de 2019 por 60 mil pessoas/ano, estima-se que depois da conclusão das obras o número de visitantes passe para 120 mil por ano.

Orçada em 2,2 milhões de euros, a intervenção é financiada em cerca de 820 mil euros pelo programa Norte 2020 e contará com os contributos do Município de Amarante, da Fundação Manuel António da Mota e da União de Freguesias de Amarante.

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