UTAD avalia impacto das alterações climáticas no Vale do Côa

A UTAD vai estudar as alterações climáticas no Vale do Côa

Chama-se CoaClimateRisk – O impacto das alterações climáticas e medidas de adaptação para as principais culturas agrícolas na região do Vale do Côa, e é um projeto da UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro) que visa avaliar os impactos das alterações climáticas sobre as principais culturas agrícolas no Vale do Côa.

Coordenado por Hélder Fraga, investigador, a iniciativa tem como parceiros a ADVID, a SOGRAPE, a fundação CÔA PARQUE, a Universidade do Minho e dois consultores internacionais a Unifi, Itália e a LIST, Luxemburgo.

“Este projeto vai desenvolver/aplicar novas metodologias de modelação de culturas, novas simulações de modelos climáticos de última geração, cenários de emissão e modelos de culturas. Será também feito o estudo das medidas de adaptação, simuladas em climas futuros, como a rega, coberto vegetal, e seleção de variedades”, explica o investigador responsável. Os dados recolhidos irão contribuir para calcular uma zonagem bioclimática de alta resolução das culturas selecionadas em climas atuais e futuros, com previsão até 2100.

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Em Portugal, o sector agrícola tem uma elevada importância económica, social e cultural. No caso especifico do Vale do Côa, as vinhas e os olivais representam cerca de 10% da área total. Outras culturas importantes incluem a castanha e a amêndoa, entre outras, fato que destaca a agricultura como base económica desta região, que é Património da Humanidade pela UNESCO desde 1998.

A informação fornecida por este projeto é por isso “da maior relevância” para as partes interessadas do sector agrícola do Vale do Côa, uma vez que “permitirá desenvolver e promover medidas adequadas para mitigar os riscos das alterações climáticas” salienta Hélder Fraga. 

Embora as alterações climáticas possam representar uma ameaça importante, são também – na opinião do investigador – “uma oportunidade” para desenvolver medidas de adaptação sustentáveis. “A implementação pode mitigar significativamente os impactos da mudança climática sobre essas culturas e sobre a economia regional/nacional, em geral”, conclui.

Este projeto é financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) em 221 mil euros

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