Solar dos Magalhães vai ser “Casa da Memória”

Incendiado aquando das invasões napoleónicas, o Solar dos Magalhães nunca foi reconstruído. A Câmara de Amarante quer, agora, transformá-lo em “Casa da Memória”. O projeto é do arq. Siza Vieira.

A Câmara Municipal de Amarante anunciou ter assinado já o Contrato de Empreitada para a recuperação do Solar dos Magalhães, que será transformado em “Casa da Memória”, segundo um projeto do arq. Siza Vieira. O  início das obras deverá, de acordo com a autarquia, acontecer nas próximas semanas, após emissão do visto do Tribunal de Contas.

O investimento a efetuar é de cerca de três milhões de euros, financiado pelo NORTE2020 através do programa PARU (Plano de Ação para a Reabilitação Urbana), devendo a empreitada decorrer ao longo de 730 dias.

Da estrutura original, que se julga da segunda metade do século XVI, do Solar dos Magalhães permanecem, apenas, as paredes exteriores. Esta casa senhorial, pertença dos Magalhães, tornou-se um símbolo, em 1809, da resistência à entrada, na vila de Amarante, das tropas francesas. Conta-se que por cada dia que a resistência à ocupação francesa atrasava a passagem pela Ponte de São Gonçalo, a caminho de Vila Real, que o General Loison retaliava, incendiando uma casa nobre. Contrariamente à maioria das casas que foram incendiadas, o Solar dos Magalhães nunca foi reconstruído, permanecendo as suas ruínas testemunho dos violentos ataques. 

José Luís Gaspar, Presidente da Câmara de Amarante, assinou o Contrato de Empreitada para construção da “Casa da Memória”

Álvaro Siza Vieira havia já estudado o Solar dos Magalhães, no final dos anos 90, quando a ideia era transformar o espaço na sede da Fundação Rei Afonso Henriques, projeto que nunca chegou a avançar. Em 2015, o Município conseguiu negociar com a Fundação a transferência dos direitos sobre o projeto, assim como a sua reformulação para a “Casa da Memória” de Amarante junto do arquiteto. 

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