Pe. José Ferreira: “não é possível ter uma data rígida para a reabertura da Igreja de S. Gonçalo”

Pe. José Manuel Ferreira: "Não nos podemos comprometer com uma data rígida para a reabertura da Igreja de S. Gonçalo" (Foto AM)

Iniciadas em setembro de 2020, estima-se que as obras de conservação e restauro da Igreja de S. Gonçalo tenham uma duração de 16 meses. Porém, o Padre José Manuel Ferreira avisa que, dada a dimensão da empreitada e os imponderáveis que poderão resultar do facto de se estar a fazer a primeira grande intervenção no templo, que data do século XVI, não permitem indicar uma data certa para a sua reabertura. “As obras são um processo que se vai construindo por etapas”, explica.

A “festa pequenina” em honra de S. Gonçalo, cuja evocação acontece a 10 de janeiro, teve, este ano, um caráter diferente. As ruas estiveram desertas, não houve barracas de doces fálicos e não se ouviu o som dos “Bombos de Santa Maria de Jazente”.

Isso não significa que a evocação feita não se tenha revestido de grande importância. De facto, para assinalar a data, a paróquia promoveu, ao longo do dia, visitas às obras de conservação e restauro em curso na Igreja de S. Gonçalo, iniciadas no início de setembro do ano passado.,

Uma dessas visitas, guiada pelo padre da freguesia de Amarante (S. Gonçalo), José Manuel Ferreira, e acompanhada pelo Bispo Auxiliar do Porto, Armando Domingues, e pelos Presidentes da Câmara e Assembleia Municipais de Amarante, José Luís Gaspar e Pedro Cunha, respetivamente, aconteceu ao final da manhã de domingo, tendo sido possível constatar a evolução dos trabalhos nos quatro meses decorridos desde o início da intervenção.

Questionado sobre o cumprimentos do plano de obra, o padre José Manuel Ferreira disse estar a ser cumprida a calendarização definida, com as intervenções a decorrerem ora no exterior, ora no interior do templo, conforme as condições climatéricas. 

“Quando não é possível trabalhar no telhado, por causa da chuva ou das geadas, temos aproveitado para intervir no interior, por exemplo ao nível do pavimento, onde havia alguma incerteza no domínio da arqueologia. Felizmente, nas intervenções efetuadas não nos deparamos com achados que nos obrigassem a paragens demoradas”, disse o clérigo a AMARANTE MAGAZINE.

Pormenor da visita às obras em curso na Igreja de S. Gonçalo (Foto AM).

Com a abertura da “nova” igreja de S. Gonçalo prevista para o início de 2022, o padre José Manuel Ferreira, refere essa data como ideal, mas meramente indicativa, porque, explica “ninguém se pode comprometer com ela. Sendo esta a primeira grande intervenção no templo desde a sua construção, no século XVI, e apesar de o projeto ter demorado cinco anos a elaborar, é sempre possível que nos deparemos com imponderáveis, seja quando desmontamos um reboco ou preparamos o espaço para uma caixa de ar. O andamento das obras é um processo e, por isso, não nos podemos comprometer com uma data rigorosa para a reabertura da Igreja”, disse.

Com o que aquele sacerdote se compromete, é com o rigor dos trabalhos em curso, avalizados por reuniões de obra periódicas, em que participam representantes da empresa que concebeu o projecto; técnicos da empresa adjudicatária; representantes da comissão fabriqueira e especialistas da Direção Regional da Cultura (a Igreja de S. Gonçalo é monumento nacional e propriedade do Estado).

Os amarantinos, esses, poderão continuar a acompanhar os trabalhos de conservação e restauro a decorrerem na Igreja de S. Gonçalo, através das visitas guiadas que vão continuar a realizar-se e que serão abertas a todos os que nelas queiram participar.

Quando forem dadas por concluídas as obras, a “nova” Igreja de S. Gonçalo terá completamente revista e intervencionada a sua cobertura; restaurado todo o seu recheio artístico, as capelas laterais e de S. Gonçalo (a tumular e a do “S. Gonçalo da corda”), apresentará, devidamente valorizado, o seu novo espaço litúrgico (que compreenderá a colocação de novos elementos: o altar, o ambão e a cadeira, concebidos e desenhados pelo escultor Paulo Neves); apresentar-se-á mais confortável e as visitas ao templo serão “guiadas” pela tecnologia.

O investimento a efetuar na Igreja de S. Gonçalo dá uma ideia da dimensão da intervenção: 2 milhões e 200 mil euros!

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