CVRVV promete “ir à luta” pelo vinho verde

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes – CVRVV lançou uma campanha no mercado nacional para promover o vinho verde e “ir à luta”, anunciou, no final da semana passada, o presidente daquele organismo.

No início de um périplo por alguns produtores de Amarante, na sexta-feira, Manuel Pinheiro revelou que a entidade vai gastar 300 mil euros ao longo próximos três meses para reforçar a ligação entre o vinho verde e “a liberdade que agora estamos a recuperar”, disse.

“O vinho verde vai à luta por aquilo que nos foi retirado nas últimas semanas e que agora, com o desconfinamento, regressa às nossas vidas: a felicidade, a família e, sobretudo, a liberdade”, acrescentou.

Efeitos económicos do confinamento desigual entre os produtores

Em Salvador do Monte, onde arrancou o roteiro com uma visita à empresa Agrimota, Manuel Pinheiro explicou que os efeitos económicos do período de confinamento foram diferentes entre os produtores.

O presidente da CVRVV considerou que houve uma disparidade entre os pequenos produtores, cujo modelo de vendas se concentra nos restaurantes, e os que exportam e vendem às grandes superfícies.

“Os números para o período – que devem ser revelados esta semana – significam pouco, de uma certa forma, porque tanto tivemos produtores com grandes perdas, como outros que até aumentaram as suas vendas. A disparidade marca, um pouco, o que foi este período”.

Qualidade da colheita de 2019 “muito boa”

No início do périplo, o dirigente da CVRVV adiantou que a colheita de 2019 resultou em vinhos de alta qualidade. “Para nós é um conforto, porque nos vamos apresentar ao mundo com o argumento que temos, aqui, alguns dos nossos melhores vinhos de sempre”.

Adiantou que os produtores que visitou representam o melhor que há em termos de vinhos verdes, nomeadamente na renovação e valorização da região.

Para além da Agrimota, produtora da marca Quinta da Calçada, entre outras, os representantes da CVRVV visitaram a AB Valley Wines, em Vila Meã e a Casa de Cello, em Mancelos.

O périplo terminou no Monverde Hotel, com um almoço e prova de vinhos promovido pela produtora Quinta da Lixa.

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