Hidromel: a “bebida dos Deuses” feita em Amarante

Bebe-se por um corno ou num copo de barro e é a “bebida dos Deuses”. Tiago Morais criou, em 2012, em Amarante, a RUNAS Hidromel e, atualmente, produz 10 mil litros de hidromel, incorporando quatro toneladas de mel!

Se, este verão, fizer “férias cá dentro” e passear pelo país, pode muito bem acontecer que seja desafiado a almoçar ou jantar num restaurante temático (medieval), sendo-lhe sugerido que acompanhe a refeição com “hidromel à pressão”. Isso mesmo, tirado de um barril, pelo mesmo processo usado com os finos ou as “imperiais”.

Se é daqueles que se deixa levar, e não vai conduzir, pode ter uma postura levemente distendida porque o hidromel à pressão tem um teor alcoólico à volta de 6 graus. Porém, se tomou como aperitivo “hidromel funcho”, cujo álcool tem um peso de 10 por cento na sua composição, lembre-se da frase saída da boca de um ex-Primeiro Ministro português: “(…) Bem… é só fazer as contas”. Isto, pensando até que os rituais influenciam os comportamentos e consumidor de hidromel que se preze bebe-o não em copo, mas num corno de um animal, à boa maneira nórdica, donde esta bebida é oriunda.

Já agora, fique a saber que se lhe servirem hidromel da marca RUNA ele foi produzido em Amarante, embora por cá não seja muito consumido. O RUNA tem, no país, uma quota de mercado de 50 por cento, mas Amarante contribui apenas com 1 por cento daquele valor, revelou a AMARANTE MAGAZINE Tiago Morais, que explica este pequeno contributo local com o domínio do vinho verde não só no Município, mas, de uma forma geral, na região.

Tiago Morais tem 30 anos, é bombeiro profissional, trabalha por turnos, e dedica todo o tempo que pode à materialização da sua grande paixão, que é a produção de hidromel. Admirador confesso das culturas nórdicas, começou por produzi-lo por brincadeira, deu-o a provar a alguns amigos que, agradados, o incentivaram a produzir a “bebida dos deuses” numa escala que lhes permitisse presentear conhecidos e familiares em alturas festivas.

Assim fez, e, em breve, eram muitos os que queriam saber onde se vendia aquela bebida que, todavia, tinha uma produção limitada. Nesta curiosidade e procura, viu Tiago uma oportunidade de negócio, pelo que decidiu criar uma empresa a que deu o nome de RUNAS Hidromel, que instalou no Instituto Empresarial do Tâmega (IET).

Vendas crescem exponencialmente nos meses de verão

Sobre esta bebida, Tiago diz ser o hidromel, “um produto feito com água, mel, e leveduras, com um tempo médio de fermentação de 1 a 3 meses, para atingir teor alcoólico entre 6% a 11%”. Este tempo, acrescenta, pode ser mais longo, dependendo do tipo de hidromel pretendido. Depois da fermentação, o hidromel é filtrado para atingir a sua cor caraterística, passando também por um processo de pasteurização”.

À pasteurização segue-se o engarrafamento e a rotulagem, ficando o hidromel pronto a ir para o mercado. Ou então é guardado em cubas isobáricas, para ganhar gás, e, posteriormente, posto em barris para venda em bares e restaurantes ou ser fornecido a vendedores ambulantes que o comercializam em feiras.

“O Runas Hidromel é um produto cem por cento nacional, utiliza mel de produtores portugueses, fundamentalmente da zona norte, garantindo, assim, a sua qualidade”, garante.

Com loja online (https://www.runashidromel.com/loja/) o Runas Hidromel pode ser adquirido na sua fórmula tradicional ou na  variante de sabores, destacando Tiago “o hidromel frutos vermelhos, perfeito para a altura do Verão, ideal para cocktails; o hidromel de mirtilo, aproximado a um vinho, na sua acidez; hidromel de funcho, aquele de que se gosta, ou não se gosta mesmo e o hidromel de café, pensado como digestivo”.

A RUNAS Hidromel existe desde 2012, produzindo, atualmente, 10 mil litros daquela bebida, em cuja quantidade são incorporadas quatro toneladas de mel! A empresa trabalha, sobretudo, com o mercado nacional, estando os seus principais clientes nas feiras e restaurantes temáticos (medievais).

A produção é feita nos primeiros meses do ano, acontecendo as vendas ao longo do verão, quando têm lugar as feiras e a procura aumenta exponencialmente.

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